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Diferenças e Termologias
UM TOP, nao significa que seja desprovido de EDUCACAO
DIFERENÇAS ENTRE-SÁDICO, DOMINADOR, MESTRE, DONO ou AMO e MENTOR.
 
Sádico - É o praticante ativo no BDSM que encontra sua plenitude no S&M (sado-masoquismo) e caracteriza-se pelo uso da prática de infringir dor, castigos e torturas aos escravos como forma de prazer (.. mútuo – afinal, não nos esqueçamos do "consensual" sempre presente).
É o mais fácil de se classificar, pois sua definição consta de qualquer dicionário. Independente o tipo de sadico NUNCA TIRE UM DO SEU PONTO DE EQUILIBRIO.
 
Dominador – É é o praticante ativo no BDSM, mais destacadamente no D/S (dominação / submissão) caracterizado pela prática de comandar e subjugar escravos, podendo assim obter delas a obediência e a dedicação que almeja, além da entrega de seu corpo.
Um dominador geralmente também pratica o sadismo.
Não só para castigar seus escravos submissos por alguma desobediência ou indisciplina (mantendo assim seu domínio e disciplina sobre eles), como também para seu puro prazer, sendo nestes casos um Dominador Sádico.
 
Mestre - É aquele que educa, ensina, orienta e mostra os caminhos do BDSM para o escravo.
Ajuda-o a evoluir, a se descobrir, a se desenvolver e se assumir dentro do vasto universo desta nossa fantasia. Com sua prática, experiência e coerência, podem propiciar a ela a descoberta de suas tendências, de seus anseios, seus limites e suas preferências e características.
É acima de tudo, um amigo, um parceiro e um guru.
Num comparativo, os termos "dominador e sádico" estariam mais ligado à PRÁTICA do BDSM, enquanto "Mestre" estaria ligado à doutrina, ensinamento e pensamento.
Desta forma, um Mestre na sessão (seja ela real ou virtual) estaria exercendo também as características de dominador e/ou sádico. Já um dominador – puro e simples – nunca é um Mestre. Quando muito, pode chegar a um "adestrador" ou "disciplinador".
È obvio que pode-se ser dominador sem ser Mestre. Basta imaginar uma situação em que um praticante ativo conhece um escravo já bastante experiente no BDSM, o dominador muito dificialmente será o "Mestre" dele, ele irá dominá-lo, mas não será seu mestre pois não foi ele quem o ensinou, guiou ou doutrinou no BDSM, nem antes, nem durante seu domínio. Assim, ele seria apenas o Dominador dele, mas não o seu Mestre.
 
Esclarecemos que de modo contrario pode-se ser um Mestre sem ser dominador. Ainda mais hoje em dia - com o desenvolvimento do BDSM na internet –tornou-se comum à figura do Mestre que conhece o escravo nos chats, descobre suas tendências (e faz ele se descobrir), mostra-lhe o universo BDSM, educa-o, faz ele se assumir escravo e se orgulhar disso, descobrindo seus desejos, seus instintos, seus anseios, seus limites e seus prazeres, sem, porém - por algum motivo – possuí-lo no Real, desta forma não praticando de fato o ato do BDSM, suas cenas e a sessão tão planejada e imaginada. Ele foi o Mestre, porém não foi o seu Dominador.
 
Podemos ainda ter a seguinte situação: um praticante ativo, visando aumentar suas experiencias pedir a um outro mestre mais experiente e paciente com a árdua tarefa de ser Mestre, para "disciplinar e educar a seu escravo".
Neste caso, estaria este segundo sendo SÓ MESTRE dele, enquanto o outro praticante ativo que a emprestou é que é o Dominador... e Dono dele.
 
Porém, como o maior prazer do Mestre é exatamente ensinar, guiar e iniciar novos escravos ou evoluir aqueles já iniciados na prática do BDSM, e como para isso é necessário que o Mestre tenha uma grande dose de poder e controle sobre o sub por um longo e irrestrito período de tempo, é comum que um Mestre não se interesse por escravos emprestados ou por aqueles que se proponham a ser dele em apenas uma sessão. Já os dominadores, sim.
 
Dono ou Amo – É é o mais completo e grandioso termo usado para definir um praticante ativo dentro do BDSM. O Dono é aquele que não só domina o escravo, não só o educou, disciplinou e descobriu-o, mas aquele que O TEM. Seu escravo não é simplesmente um escravo, é "O" escravo.
Não é um sub, e sim o sub DELE. Ele não tem sua posse restrita às sessões como o dominador, pois sua posse extrapola os limites físicos do BDSM e adentra nos sentimentos, pensamentos, personalidade e convicções de seu sub.
O escravo não é escravo sem ele, mas com ele não tem sequer a posse do próprio corpo, que já ofertou a seu DONO, bem como sua mente se volta não para a prática do BDSM (num agrado passageiro àquele que a subjugue numa sessão ou numa cena), mas à dedicação e obediência constante àquele que a conquistou de corpo e alma.
Mas não limitemos a figura do Dono 24/7, onde – convenhamos - sua figura é imprescindível. O Dono existe a partir do momento em que o escravo descobre aquele a quem se entregará e abandona sua busca de um Mestre Dominador.
É quando sua libido, seu desejo e seus pensamentos BDSM se voltam para aquela única pessoa com a certeza, a convicção e o orgulho de constatar ser ele sua "cara metade" no universo BDSM.
O Dono tem a entrega do escravo a ele restrito e assumido. Ele tem o DOMÍNIO total e exclusivo do escravo, extrapolando o momento físico da sessão real ou virtual, destacando-o assim do simples Dominador, que pode até dominar escravos que nem são dele.
Porém, pode-se ser o dominador momentâneo de um escravo libertino? Sim. Pode-se até guia-lo e ser seu Mestre, mas seu Dono, nunca. Assim o que mais caracteriza o dono é a entrega e fidelidade de seu escravo.
O Dono também não tem só a atenção e o respeito que tem o Mestre, Ele tem a concordância e obediência cega de seu escravo. Ele não só aprende e se descobre com ele, como é com o Mestre, pois o Dono também impõe seu estilo e molda seu escravo. Afinal, ele é aquele que o sub escolheu não só para conduzi-lo, mas para moldá-lo e lapidá-lo.
Porém, cumpre acrescentar uma observação: O domínio é uma concepção que pode se materializar através da "propriedade" ou da "posse". Como em BDSM não existe qualquer termo ou ato formal que possa caracterizar uma propriedade (a não ser o registro virtual ou por vezes até cartorial de "contratos de servidão" sem qualquer valor legal ou moral), o Domínio em BDSM não poderia ser exercido através da propriedade, mas tão somente por meio da POSSE.
Ou seja, é necessário para ser Dono que o praticante ativo tenha "tomado posse" do que é seu e isso só se processa através de uma relação real.
Os mais liberais poderiam até encarar uma entrega e sexo virtual como uma posse do internauta sobre seu escravo. Porém, uma análise mais coerente só leva-nos a concluir que ali houve apenas uma "dominação", nunca uma posse.
Por fim, os 4 tipos de praticantes ativos anteriores são assim definidos em função de sua relação com seus escravos (sejam virtuais, reais, deles ou não). Porém, existe ainda a figura do “Mentor”, que por vezes pode até ser confundida com a do Mestre, mas que não tem sua atuação no BDSM estreitamente ligada à sua relação com algum(s) escravo(s).
O Mestre é aquele que transmite seus conhecimentos e experiências no BDSM, mas em private a um número restrito de pessoas, em sua totalidade escravos.
 
Mentor - Extrapola este universo e acaba por também repassar seus conhecimentos a outros Mestres e a grupos, chegando inclusive a ser criador e formador de opinião.
Sua pretensão - como Mentor - é desde o início restrita ao objetivo de disseminar, discutir e aprimorar o pensamento e a cultura BDSM. Se daí surgir alguma "pupila" em especial por quem ele se interesse, ele passará então a ser Mestre dele, não Mentor “dele”. Desta forma, o Mentor não estaria associado a uma relação direta com escravos, como o Mestre, mas sim a uma relação com o meio BDSM como um todo.
 
Inclusive, complete-se que o Mentor nem mesmo tem que ser obrigatoriamente um praticante ativo no BDSM, uma vez que se pode até classificar como mentores alguns escravos quando eles, de alguma forma, criam, desenvolvem, aprimoram, discutem, ensinam e proliferam a cultura e o pensamento BDSM a outros praticantes, até mesmo ativos.
 
Lembramos que existem muitos sub titulos que cada um escolhe conforme suas convicções e seus comportamentos ou ainda muitos criam ou escolhem e usam apenas como nicks ou tírtulos como: Lord, Sir, Herr, Fuhrer, Adestrador, etc...
 
Esperamos ter esclarecido através de uma visão ampla quanto às diferenças e interações entre Sádico, Dominador, Mestre, e Mentor, concluindo que o ideal é ser 3:
Sádico ou Dominador = na sessão (Cena).
Mestre = no prelúdio físico ou virtual e no desenvolvimento do escravo,
Dono é pra sempre.
 
Baseado nos textos originais em inglês:
The soc.subculture.bondage-bdsm 
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